A importância de um Ghost Writer ter a própria história

“Você não sabe escrever! Esse texto está horrível. É melhor fazer a sua parte, que é o relacionamento com o cliente e a imprensa. Eu faço os textos.”

     Essa foi a frase que transformou a minha vida profissional. Embora na época tenha sido terrível, foi justamente aquele balde de água fria que ampliou os meus horizontes. Vamos ao princípio de tudo! 

     Há pouco mais de 20 anos, quando conclui a faculdade de Relações Públicas, logo fui contratada por uma organização como coordenadora de comunicação. Muito do que me fez uma empreendedora aprendi na raça. Recém-formada, os desafios pareciam gigantes, mas para garantir espaço era preciso manter postura de veterana.

     E, tendo a teoria como base, coloquei a mão na massa.

     Logo decidi empreender e entrei de sociedade com uma amiga jornalista. Na época eu era boa de planejamento e execução de projetos. O relacionamento com o cliente e com a imprensa era a parte que me cabia. Escrever não ela muito a minha praia, mas eu queria ter domínio de tudo que fosse relacionado à empresa. Ao aventurar redigir um release (texto dirigido aos jornalistas) a minha parceira jornalista leu e, sem reservas, lançou a seguinte frase: "você não sabe escrever".

     Aquela forma de abordar um ponto fraco poderia ter minado minhas forças. Mas foi justamente o que me fez sair da zona de conforto. Decidi "aprender a escrever".

     Por outros motivos a sociedade acabou e eu decidi manter o escritório sozinha. Bom, até aqui tem dado muito certo! O que minha ex-sócia afirmou categoricamente que eu não sabia fazer é hoje uma realidade distante do meu currículo profissional. Ghost Writer é uma profissão que surgiu na minha carreira quase que por acaso. 

     Como assessora de imprensa o "algo a mais" que passei a oferecer aos clientes foi a produção de artigos que despertassem o interesse da mídia. Esse foi por muito tempo um dos diferenciais do meu trabalho. Até que, um dos clientes me chamou para o desafio de escrever seu livro. Com um iceberg no estômago disse sim. Isso foi em 2007 e, de lá para cá não parei mais! 

     Até que chegou o tempo de escrever meu próprio livro, com boa aceitação no mercado e na mídia. "A juventude nunca fica órfã" é resultado de experiências vividas no trabalho voluntário com adolescentes e jovens. Mas essa história é para um novo texto...